Um movimento crescente em Angola exige a destituição imediata do Presidente João Lourenço. A petição, organizada pelo Movimento Cívico Mudei, já reúne mais de 340 assinaturas de cidadãos que acusam o governo de repressão, autoritarismo e violações sistemáticas dos direitos humanos.
Acusações contra o Presidente
Os signatários alegam que, desde 2017, o país vive um agravamento das execuções sumárias, restrições à liberdade de expressão e repressão a protestos pacíficos. Entre os casos citados estão:
Massacre de Cafunfo (2021), com dezenas de mortos em confrontos com forças de segurança.
Morte de Juliana Cafrique (2019), baleada por uma agente da polícia.
Falecimento de Sílvio Dala (2020), médico detido por não usar máscara durante a pandemia.
Assassinato de Inocêncio de Matos (2020), durante manifestação reprimida pela polícia.
O documento também destaca os protestos de 28 a 30 de julho de 2025, que resultaram em 30 mortos, mais de 200 feridos e 1.200 detenções, segundo dados oficiais.
Críticas ao governo e às instituições
Para o ativista Luaty Beirão, João Lourenço “falhou como garante da Constituição” e governa de forma antidemocrática. Ele aponta que o parlamento e tribunais funcionam como “fachada” para manter o MPLA no poder.
O também ativista Jerónimo Nsisa reforça que há uma politização da polícia, repressão a opositores e uso dos meios de comunicação públicos como instrumentos de propaganda.
Fundamentos para a destituição
A petição sustenta que a permanência de João Lourenço é incompatível com a Constituição da República de Angola, devido a:
Violações dos direitos humanos
Aumento da pobreza e desemprego
Opressão política e censura
Erosão das liberdades civis
Os organizadores defendem que a saída do Presidente é necessária para abrir caminho a uma democracia efetiva no país.