Qui. Jan 8th, 2026

    O Ministério da Saúde de Moçambique informou que o número de casos confirmados de mpox (antiga varíola dos macacos) reduziu-se para 16, após mais de 30 diagnósticos contabilizados nas últimas duas semanas.

    Recuperações em andamento

    De acordo com Gildo Nhangave, da Direção Nacional de Saúde Pública (DNSP), a maioria dos pacientes diagnosticados apresentou boa evolução clínica. Atualmente, 22 pessoas encontram-se em recuperação, reflexo da deteção precoce da doença e do reforço das medidas de vigilância ativa.

    “Dos 38 casos confirmados laboratorialmente, 22 já tiveram alta. Isso mostra que a mpox é uma doença tratável, desde que haja diagnóstico rápido e adesão às recomendações médicas”, explicou Nhangave.

    Situação nas províncias

    Os casos foram identificados em diferentes pontos do país, incluindo Niassa, Manica e Maputo. Nas últimas 24 horas, um novo caso suspeito foi reportado em Niassa, mas os exames deram resultado negativo. Em Manica, dois pacientes já receberam alta.

    Segundo as autoridades, todas as províncias têm capacidade laboratorial para diagnosticar a doença. A estratégia de prevenção passa por identificar rapidamente pessoas com sintomas semelhantes e confirmar a circulação do vírus através de análises.

    Esforços de cooperação regional

    O responsável destacou ainda que o Niassa continua a ser a província com maior número de casos ativos, razão pela qual as ações de vigilância têm sido reforçadas. Moçambique também está a trabalhar em coordenação com Malawi e Tanzânia, através de reuniões transfronteiriças iniciadas em julho, quando surgiram os primeiros registos.

    Perspectivas sobre a vacinação

    Nhangave adiantou que o Governo aguarda o parecer da Organização Mundial da Saúde (OMS) relativamente ao acesso a vacinas contra a mpox. Segundo ele, há garantias de que Moçambique estará entre os países beneficiários assim que a distribuição for autorizada.

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